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Compra da Manus pela Meta: o que muda para quem usa IA no dia a dia

  • Foto do escritor: ELCD
    ELCD
  • 9 de jan.
  • 4 min de leitura

Por Mauro Bonfim – com apoio de IA e revisão editorial da ELCdigital.


A aquisição da Manus pela Meta ajuda a entender uma virada importante na história recente da inteligência artificial: grandes empresas deixam de focar apenas em “robôs que conversam” e passam a disputar quem consegue colocar agentes de IA para trabalhar em tarefas reais, do começo ao fim.​


Estudante acessa IA para desenvolver atividade diárias
Estudante usa IA para desenvolver atividades diária


Quem é a Manus, em palavras simples


A Manus é uma startup de IA que ganhou destaque por oferecer algo além do chatbot tradicional: um agente capaz de planejar e executar atividades complexas, como uma espécie de assistente de projetos muito rápido e incansável. Na prática, esse agente pode:

  • Organizar pesquisas de mercado, visitar vários sites, comparar informações e montar um resumo estruturado.

  • Escrever e revisar códigos, conectar serviços e automatizar partes de processos digitais.

  • Explorar grandes conjuntos de dados e transformá-los em relatórios, apresentações ou e‑mails que já saem prontos para uso.

Tecnicamente, a Manus funciona como uma base para que esses agentes operem: há modelos de linguagem, um “cérebro” que decide a sequência de passos, acesso a ferramentas (navegador, e‑mail, slides, integrações) e os chamados “computadores virtuais”, que são ambientes isolados onde a IA pode executar ações sem misturar tudo.

Em pouco tempo, essa estrutura passou a atender milhões de pessoas e empresas, processando trilhões de tokens de texto e gerando milhões de ambientes virtuais de trabalho, com um crescimento de receita considerado muito rápido para o setor.


O que a Meta leva com essa compra

No comunicado oficial, a Meta enfatiza que a Manus continuará oferecendo seus serviços e, ao mesmo tempo, será integrada a produtos da própria Meta. Em termos objetivos, a Meta passa a controlar:

  • A tecnologia que permite aos agentes planejar e concluir tarefas de forma encadeada.

  • A infraestrutura que suporta muitos “computadores virtuais” e operações de navegação automática na web.

  • Uma base de clientes que já experimenta a ideia de “delegar trabalho” para agentes de IA em contextos profissionais.

Isso abre caminho para que funcionalidades parecidas com as da Manus apareçam, aos poucos, dentro de ambientes que já são familiares ao público geral, como o Meta AI, o WhatsApp e outros produtos da empresa. Em vez de usar um painel separado, a tendência é que um agente mais sofisticado comece a surgir “por dentro” de ferramentas que muita gente acessa várias vezes ao dia.


O que muda na disputa entre grandes empresas de IA

Até então, o debate público sobre IA girava muito em torno de qual modelo “entende mais” ou “responde melhor”: nomes como OpenAI, Google e a própria Meta disputam benchmarks, listas de capacidades e demonstrações.​ Com a compra da Manus, a Meta reforça outra linha de comparação: não apenas quem tem o modelo mais avançado, mas quem oferece a melhor experiência de agente realmente útil no dia a dia de trabalho.

Isso se traduz em alguns movimentos:

  • A Meta ganha tração no segmento de agentes para empresas, porque incorpora uma plataforma já testada em cenários reais, em vez de construir tudo do zero.

  • OpenAI e Google, que também trabalham com a ideia de agentes, passam a conviver com uma Meta que pode distribuir essas capacidades através de redes sociais e aplicativos de mensagens em escala gigantesca.

  • O centro da conversa sai do “chat inteligente” e vai para “fluxos de trabalho automatizados”, o que mexe com expectativas de gestores, equipes de tecnologia, comunicadores, educadores e demais profissionais.


O que isso significa para estudantes, comunicadores e demais usuários

Para estudantes, comunicadores, educadores e outros profissionais que lidam com informação, conteúdo e mediação digital, essa aquisição ajuda a visualizar um futuro bastante concreto: a IA deixa de ser só uma “janela de chat em outra aba” e passa a morar, de fato, nas ferramentas usadas no cotidiano.

Algumas possibilidades práticas:

  • No WhatsApp Business ou em canais de atendimento, um agente pode ir além das respostas básicas: pesquisar informações, organizar dúvidas recorrentes, montar planilhas com dados de interação e propor ajustes em campanhas ou ações educativas.

  • Em projetos educativos ou de comunicação, a IA pode ajudar a mapear fontes, comparar abordagens, sugerir roteiros e estruturar materiais, permitindo que o usuário se concentre mais nas decisões pedagógicas, editoriais e estratégicas do que nas tarefas repetitivas.

Essa mudança dialoga com temas trabalhados na ELCdigital: o papel humano deixa de ser somente o de executor de cada etapa e passa a incluir a definição de objetivos, a configuração do agente, o acompanhamento do processo e a leitura crítica dos resultados, tanto em comunicação quanto em educação.


Cuidados com dados e uso responsável

Junto com o potencial de ganho de produtividade, surgem novas responsabilidades ligadas a dados sensíveis e à regulação. A Manus já lida com grandes volumes de informações de empresas, e essa capacidade agora está sob controle de uma companhia que frequentemente entra em debates públicos sobre privacidade.


Alguns cuidados se tornam essenciais:

  • Entender quais dados realmente precisam ser enviados a um agente e quais podem ser mantidos fora desse fluxo, especialmente quando envolvem estudantes, comunidades atendidas, clientes ou públicos vulneráveis.

  • Acompanhar atualizações de termos de uso e políticas de privacidade, verificando se há mudanças na forma como informações são usadas para treinar modelos ou alimentar outros produtos da empresa.


Nesse cenário, estudantes, comunicadores, educadores e demais usuários são chamados a atuar não só como consumidores de tecnologia, mas também como responsáveis pela proteção dos dados com que lidam: explicando quando a IA entra em cena, quais limites estão sendo adotados e como a segurança e a ética informam o desenho de cada atividade.


Este texto se apoia no comunicado oficial da Manus sobre sua união à Meta e em reportagens de veículos como Reuters, CBC e portais de tecnologia internacionais que cobriram a aquisição em 2025


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